Resultados do PISA 2025: como ajudar os alunos a ir mais longe

Os resultados do PISA 2025 (o estudo da OCDE que avalia alunos de 15 anos) voltaram a colocar o desempenho dos alunos portugueses no centro da discussão. Portugal registou uma descida nos resultados e o desempenho na leitura atingiu o valor mais baixo de sempre entre os alunos portugueses. A Matemática também recuou. Mais do que olhar para estes números como uma notícia preocupante, importa perceber o que podemos fazer para ajudar os alunos a aprender melhor.
Não existe uma solução única para melhorar os resultados escolares. A aprendizagem constrói-se ao longo do tempo, com bases sólidas, hábitos de estudo, acompanhamento próximo e, sobretudo, expectativas elevadas sobre aquilo que cada aluno é capaz de alcançar.
1. Exigência não é pressão
Ter expectativas elevadas não significa exigir que todos os alunos tenham os mesmos resultados ou estudar sem parar. Significa acreditar que cada aluno pode evoluir e não desistir demasiado cedo perante uma dificuldade.
Quando um aluno sente que os adultos à sua volta acreditam nas suas capacidades, é mais provável que desenvolva confiança, autonomia e vontade de ultrapassar obstáculos. Na escola e fora dela, a exigência deve andar de mãos dadas com o apoio.
2. As dificuldades devem ser identificadas cedo
Uma dificuldade a Matemática no 5.º ano pode parecer pequena. Uma dificuldade na interpretação de textos pode passar despercebida durante algum tempo. O problema surge quando estas lacunas se acumulam e começam a condicionar aprendizagens futuras.
Por isso, acompanhar regularmente o progresso dos alunos é essencial. Não basta esperar pelo teste para perceber que alguma coisa não está a resultar. Quanto mais cedo uma dificuldade for identificada, mais simples tende a ser trabalhar sobre ela.
É importante perceber quais são os conteúdos que o aluno ainda não domina, distinguir uma dificuldade pontual de uma lacuna que precisa de ser trabalhada e criar um plano de estudo adequado às suas necessidades. O acompanhamento deve ser contínuo, permitindo ajustar a estratégia sempre que necessário.
3. Estudar melhor também se aprende
Nem sempre um aluno com dificuldades precisa de estudar mais horas. Muitas vezes, precisa de aprender a estudar de outra forma.
Saber organizar o tempo, perceber como preparar um teste, rever a matéria de forma eficaz, praticar exercícios e identificar os próprios erros são competências que se desenvolvem com orientação e prática.
Criar bons hábitos de estudo desde cedo pode fazer uma diferença significativa. Um aluno que sabe o que tem de fazer e como fazê-lo ganha progressivamente mais autonomia e confiança.
4. Leitura e Matemática são bases para tudo o resto
Os resultados do PISA mostram dificuldades em áreas fundamentais como a leitura e a Matemática. E estas competências não ficam dentro da disciplina respetiva.
Compreender um enunciado, interpretar informação, explicar um raciocínio ou resolver um problema são capacidades utilizadas em praticamente todas as áreas de aprendizagem. Ter bases sólidas nestas competências permite ao aluno avançar com maior segurança ao longo do seu percurso escolar.
5. Cada aluno precisa de um acompanhamento diferente
Não há dois alunos iguais. Há quem precise de consolidar matérias, quem precise de ganhar confiança, quem tenha dificuldade em organizar-se e quem simplesmente ainda não tenha encontrado uma forma de estudar que funcione consigo.
É por isso que o acompanhamento individual pode ser tão importante. Em vez de tentar aplicar a mesma solução a todos, é possível perceber onde está a dificuldade e trabalhar a partir daí, com objetivos concretos e adequados ao ritmo de cada aluno.
6. No TIN, acreditamos que todos podem ir mais longe
Os resultados do PISA são um alerta para a importância de continuar a investir na aprendizagem e no acompanhamento dos alunos. Mas também são uma oportunidade para reforçarmos aquilo em que acreditamos todos os dias.
No Centro de estudos TIN, trabalhamos com exigência porque acreditamos que os alunos são capazes de mais. Pomos a fasquia alta, tanto em nós como em cada aluno, mas sabemos também que chegar mais longe exige apoio, acompanhamento e uma estratégia adequada.
Melhorar resultados não acontece de um dia para o outro. Acontece quando se identificam dificuldades, se corrigem lacunas, se criam bons hábitos e se acompanha cada aluno de forma consistente.
Porque exigir mais não é esperar que um aluno consiga tudo sozinho. É dar-lhe as ferramentas certas para perceber que consegue.
Se sentes que o teu filho podia estar a conseguir mais, mas não sabes por onde começar, fala connosco. No Centro de estudos TIN ajudamos cada aluno a perceber onde está, o que precisa de melhorar e como pode chegar mais longe.
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